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Os poemas de Aguaceiro, entremeados por expressivas fotografias em preto e branco, dão visibilidade a personagens do cotidiano, tendo como cenário as ruas e o universo urbano — esse palco onde todos parecem figurantes até perceberem que também são protagonistas, mesmo nos dias em que mal há tempo para compreender o próprio roteiro. Um trem carrega histórias em movimento, encontros improváveis e recomeços inesperados. Cada poema é um vagão de memória. Cada lembrança se abre como um escadão ou uma viela. Cada perda é um intervalo que aprendemos a atravessar. Os versos se organizam como esquinas onde habitam desejos, afetos e pequenas lutas individuais. O cotidiano demarca território e nos lembra que estamos sempre em movimento — mesmo quando acreditamos estar parados.
Alessandro José Fonseca Mendes, poeta e fotógrafo das ruas, é também um apaixonado professor de Língua Portuguesa, que inspira seus alunos a escrever poesia. Este trabalho já rendeu duas antologias de estudantes: UNI-VERSOS: Saber Olhar e Universos: A Saga dos Jovens Poetas, ambas organizadas por Alessandro. Antes disso, publicou La Dipirona Rebelde, narrativa construída a partir de observações sobre a vida cotidiana — seus incômodos, contradições e pequenos absurdos.
Características do livro
Páginas: 124
Tamanho: 14 cm X 21 cm
Lombada: Quadrada
Papel Miolo: Off White (Creme) 80
Papel Capa: Cartão 250 / 4x0
Laminação: Fosco
Com orelhas